segunda-feira, 13 de abril de 2015

Entrevista Mila Wander #SemanaMilaWander

Hello, Amoras e Amores,

Que tal uma entrevista para começar a semana? Sexta-feira tive problemas com a plataforma o post não entrou. Mas aqui está: O ultimo post da #SemanaMilaWander , e para fechar com chave de ouro, uma entrevista divertidíssima com a autora!!


MTB - Quando você começou a sentir a necessidade de escrever? Não necessariamente um livro, mas a colocar a sua alma no papel?

MW - Creio que sempre senti essa necessidade, embora no início não tenha dado tanta ênfase a ela. Comecei escrevendo diários, fazendo anotações, poemas e até composições. Desde criança foi assim, mas se intensificou na adolescência, período que comecei a “tentar” escrever livros completos – não que eu tenha conseguido. kkkk

MTB - Qual a sua grande inspiração? 

MW - Eu me inspiro em tudo, de um modo bem geral. Nas coisas que acontecem ao meu redor, nas minhas experiências, nos relatos que leio ou acompanho de perto, nas minhas reflexões, nos sentimentos que me invadem. Uso tudo o que há dentro e fora de mim para compor uma história.

MTB - Seus três primeiro livros são romances “leves”, qual foi a sua dificuldade ao colocar o erotismo nos seus romances?

MW - Tive muita dificuldade creio que por causa da minha criação. Lá em casa a gente nunca falava sobre sexo, acho que nunca conversei sobre nada do tipo com algum membro da família. Sexo, para mim, sempre foi sinônimo de silêncio, de coisa proibida. Precisei me livrar dos tabus que existiam dentro de mim mesma. Estou conseguindo aos poucos. Confesso que não me livrei de todos eles, mas o fato de escrever livros hots e de necessariamente conversar sobre sexo com todo tipo de gente ajuda muito. Meus livros foram ficando mais quentes conforme eu ia me livrando desse preconceito. Mesmo assim, pretendo intercalar o nível hot das minhas histórias – escrever as mais quentes e também as mais leves, pois o meu público é bem variado e eu gostaria de poder atender a todos.

MTB - Qual o tempo médio você leva para concluir a escrita de um livro? 

MW - Depende muito da empolgação, da inspiração, das outras atividades que exerço. Geralmente dura uns cinco, seis meses. Mas já cometi loucuras como em Despedida de Solteira: escrevi a versão da Amande em uma única semana. Já em Meu Conselheiro de Luz, passei quase um ano para deixá-lo pronto.

MTB - Ate hoje qual foi o livro mais difícil que escreveu?


MW - Com certeza foi Dominados. Falar sobre BDSM não é fácil e exige muita pesquisa. Além do mais, minha pretensão foi desenvolver duas personalidades fortes, marcantes, que juntas fossem capaz de prender o leitor do começo ao fim. Pensava e repensava sobre as falas e os comportamentos deles, pois precisavam ficar de acordo com quem eles eram e com o que acreditavam. Fiz o possível e o impossível. Kkkk Às vezes achava que não daria certo, principalmente por se tratar de dois dominadores buscando uma relação. Mas deu. Amém! kkkk

MTB - Sei que é difícil, mas dentre os seus personagens tem algum que se destaque mais para você?



MW - Meu xodó sempre será o Caleb, de Despedida de Solteira. Eu o amo de paixão, mesmo sendo absolutamente apaixonada pelos meus outros rapazes. Quanto às mulheres, Laura Diniz, de Dominados, é a minha diva. Amo aquela maluca! Com certeza, a minha mais polêmica protagonista. kkkk





MTB - Algum dos seus personagens foi baseado em alguém real?

Sim, o Caleb. Ele foi totalmente inspirado no Ian Somerhalder: gestos, atitudes, tipo físico... Acho fantástico quando algumas fãs do Ian o reconhecem no Caleb mesmo sem saber que eu me inspirei nele. Fico com uma sensação gostosa de dever cumprido!





MTB - Se não escrevesse o primeiro livro ou se não tivesse dado certo, o que pretendia fazer? Já tinha um plano B?

MW - Quando escrevi meu primeiro livro, não tinha pretensão alguma de publicá-lo, muito menos de seguir a carreira de escritora. Sou formada em Pedagogia e exerço a profissão de professora, além de que sou maquiadora profissional, então serviço não iria faltar. kkkkkk

MTB - O que você sentiu quando pegou o primeiro exemplar publicado fisicamente com o seu nome indicando a autoria?

MW - Meus olhos se encheram de lágrimas! Kkkk Fiquei muito emocionada e senti verdadeiro orgulho de mim mesma. Nossa... É uma sensação indescritível. Confesso que acontece até hoje, quando pego algum livro físico meu pela primeira vez.

MTB - Esperava chegar onde chegou? Tendo tantos livros publicados e todos eles sendo bem recebidos pelos leitores?

MW - Não MESMO!!! kkkkk

MTB - Como é sua relação com os leitores?

MW - A minha relação com os meus leitores é bem estreita. Faço questão de que seja assim! Qualquer um tem a liberdade de falar comigo quando quiser, sempre respondo. Muitos têm meu whatsapp, facebook, twitter... Converso com todos que me procuram.

MTB - Qual a sensação ao receber um feedback positivo sobre  suas obras?

MW - Minha primeira reação é: UFA, ALGUÉM GOSTOU! Kkkkk Sério, é uma sensação muito boa. Se eu puder tocar pelo menos um leitor com o que escrevo, então já serei a escritora mais feliz do mundo.

MTB - Qual a sua dica para quem sonha em escrever um livro?

MW - Sente e escreva. Nada de ficar pensando muito no futuro, de ficar arquitetando, de se sentir inseguro, de imaginar se as pessoas vão gostar... Apenas sente, respire fundo e comece a escrever tudo o que estiver na sua cabeça. Muita gente simplesmente não começa por causa do medo; não deixe que ele te trave. Outra coisa, tenha muita calma nessa hora. Não coloque os carros na frente dos bois. Tem gente que já articula título, capa, divulga nas redes sociais e ainda não escreveu nem uma linha do tal livro. Não se afobe e dê o seu melhor!



Por: Carol Cadiz

Um comentário:

  1. omg!!!!!

    Adorei a foto do Caleb ali ao lado! kkkkkkkkkkk
    Amei, lindona! Obrigada!!

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