domingo, 22 de novembro de 2015

Resenha do Livro: Quando Nasce um Romance

Título: Quando Nasce um Romance
Autor (a): Röhrig C.
Número de páginas: 222
Editora: Independente
Ano: 2015
Nota: 
Sinopse: “Uma surpresa e 12 dias é tudo que precisa para mudar sua vida.”
Jeux é um escritor underground e alcoólatra, sua vida estava resumida a fazer planos e ir ao bar encontrar os amigos. Sem perspectivas, vivendo em uma cidade provinciana. Colecionando amantes como quem coleciona figurinhas de futebol. Numa noite conhece Isabella, e sua vida ressurge através dos olhos da garota.
Nasce uma paixão, envolvente e confusa: diferença de idade, situação financeira, classe social, relacionamentos alternativos, o tempo em que cada um se encontra no mundo, tudo conspira contra eles. Ela com 21 anos, casada, universitária. Ele 33 anos, escritor alternativo, sem formação acadêmica; e boêmio. O único elo que os uni é a necessidade de estarem juntos de forma intensa e transgressiva.
“O que você deseja nesta vida, você consegue – o segredo é aceitar.”
Sabe aquele livro que você não sabe dizer se amou ou odiou, mas devorou de uma forma sem igual? Então...
Jeux é um escritor que nunca escreveu nada e vive a maior parte dos seus dias bêbado ou de ressaca. Ele tem uma turma que todo dia se encontra no bar para conversar sobre as coisas que não fazem. É uma espécie de clube do bolinha fracassado.
Isso sem contar que ele fala que não escreve nada por não encontrar uma grande musa inspiradora.
É um livro narrado em primeira pessoa, pelo Jeux. E direto. Esse é o primeiro livro, em Cidades de Papel Quentin é um adolescente, que seja narrado por um homem e escrito por um homem. E eu gostei. E diferente dos livros que venho lendo. Essa pegada sincera e direta me mostrou um pouco mais da cabeça masculina.
Tem cenas de sexo e isso foi completamente diferente! Quando estava lendo já imaginei que falaria na resenha que a língua é esdrúxula, mas acontece que não é. Toda mulher algum dia já conversou ou vai conversar com homem sobre sexo e é exatamente dessa forma que o autor escrever, a linguem masculina. Nos mulheres temos o prazer de romantizar tudo, por exemplo, “[...] nossa sintonia foi perfeita até o clímax e gozamos [...]”; “ele distribuía beijos pelo meu pescoço de forma carinhosa, me pegava com jeito e nos movimentávamos de uma forma que completava o outro, até que chegamos junto ao orgasmo perfeito”. Da para notar a diferença na forma que as duas frases foram feitas, com o mesmo proposito. (a primeira frase é do livro).
Não estou generalizando apenas mostrando diferenças entre os dois tipos de autores. Esse foi um ponto que eu gostei, assim como eu gosto quando é da segunda forma. as duas formas estão certas, o que é interessante é dar valor ao diferente com uma pegada mais realista.
Emfim, no geral a historia me deixou empolgada de forma que não consegui deixar de lado um segundo o livro, louca para descobrir o final da historia.

Já aviso é um livro 8 ou 80. Muita gente vai amar e muita gente vai odiar. Mas vale a penas para as amantes de um bom romance ver como é algumas coisas na verdade nua e crua.

Por: Carol Cadiz


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